Crer ou não crer em Deus determina o caráter de uma pessoa?

O ser humano pode ser bom sem crer em Deus? Entendo que sim. O que define  bondade e maldade é o caráter da pessoa e não sua crença ou ideologia religiosa. A religião que gerou Martin Luther King, Madre Teresa de Calcutá, Gandhi, Dom Hélder Câmara, também gerou Torquemada, Jim Jones, pastores fundamentalistas homofóbicos e mercenários etc. A crença em Deus não impediu o colonialismo nem a escravidão. Pastores evangélicos americanos e sul-africanos endossaram, respectivamente, o segregacionismo e o apartheid; ou então se omitiram em combatê-los. Claro que houve o oposto. E esse paradoxo reforça o que eu disse. Por outro lado, há vários sistemas ético-filosóficos ateistas ou agnósticos que travalham valores, tais como o budismo, o confucionismo e o taoísmo. Então, estou convicto que não é a sobrenaturalização da fonte dos valores e princípios morais que garante a transformação do ser humano.

Gosto muito das seguintes frases: 1) “A crença num Deus cruel faz o homem cruel.” (Thomas Paine, filósofo deista) 2)“Sempre que a moralidade baseia-se na teologia, sempre que o correto torna-se dependente da autoridade divina, as coisas mais imorais, injustas e infames podem ser justificadas e impostas.”  (Ludwig Feuerbach, filósofo ateu) 3) “De todos os homens maus, homens maus religiosos são os piores.”  (C. S. Lewis, teólogo cristão).